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Saiba tudo sobre a cirurgia de pedra na vesícula.

A vesícula é um importante órgão do sistema digestivo humano. Exerce a função de reservar e concentrar a bile produzida pelo fígado para ser liberada no intestino delgado quando o corpo precisa. A bile tem a função de emulsionar as gorduras dos alimentos digeridos e ajudar na absorção de nutrientes como as vitaminas A, D, E e K.

O excesso de sais ou colesterol podem formar cálculos, ou pedras, na vesícula que podem prejudicar a passagem da bile para o intestino. Essas pedras não digeridas ficam na vesícula e causam dor e mal-estar na região abdominal. “Junto com a dor abdominal, as pedras na vesícula podem causar dor nas costas, náuseas e vômitos, porém, algumas pessoas podem não apresentar nenhum desses sintomas”, explica o Dr. Iuri Tamasauskas, cirurgião geral do Hospital Albert Sabin (HAS), de São Paulo.

São vários os fatores de risco, além dos já citados excessos de sais e colesterol, para o aparecimento das pedras na vesícula e outras doenças biliares. Idade avançada, gênero, frequência de atividade física, alimentação e estilo de vida são alguns deles.

O diagnóstico é feito através de uma ultrassonografia de abdômen e a cirurgia para a retirada da vesícula, chamada colecistectomia, é indicada nos casos de inflamação, cálculos ou câncer. “A chamada cirurgia convencional é feita através de um corte no abdômen para a retirada do órgão. Já a laparoscopia, que consiste em apenas quatro furos no abdômen, é menos invasiva, além de causar menos dor no pós operatório, esclarece o Dr. Tamasauskas.

O paciente, geralmente, fica internado por um dia, no caso da cirurgia por laparoscopia, ou dois, no caso da cirurgia com corte. A recuperação é rápida, podendo o indivíduo retornar às suas atividades normais em até duas semanas. É recomendado que o paciente não fique sentado ou deitado por muito tempo e a dieta deve ser pobre em gordura.

Portanto, o mais indicado para quem está tratando e aos que querem evitar pedras na vesícula é restringir ao máximo o consumo de frituras como salgadinhos, batata frita e alimentos empanados e fritos, por exemplo. As carnes vermelhas, que possuem muita gordura saturada, assim como biscoitos recheados, pipocas de micro-ondas e alimentos congelados, tais como pizzas, lasanhas e hambúrgueres, também devem ser evitados. “Cultivar hábitos saudáveis, como alimentação regrada, atividade física constante, evitar o excesso de álcool e não fumar, é a melhor forma de se resguardar dessa e das demais doenças biliares”, finaliza o cirurgião do HAS.

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Fonte: MCAtrês