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Férias de julho aumentam casos de torção de tornozelo. Especialista alerta para erros que podem agravar a lesão.

Continuar caminhando, fazer massagem, aplicar calor ou voltar ao esporte antes da recuperação estão entre os erros mais comuns após uma torção. Ortopedista do Hospital Albert Sabin explica os primeiros cuidados e quando procurar atendimento médico

As férias de julho levam muitas pessoas a aproveitar o tempo livre em caminhadas, trilhas, corridas e esportes recreativos. Mas, junto com o aumento das atividades físicas, cresce também a ocorrência de torções de tornozelo, uma das lesões ortopédicas mais frequentes no período.

Apesar de muitas vezes ser tratada como um problema simples, a torção pode esconder lesões ligamentares, tendíneas e até fraturas. Segundo o coordenador da Ortopedia do Hospital Albert Sabin, Dr. Rodrigo Vetorazzi, os cuidados adotados nas primeiras horas fazem diferença na recuperação e podem evitar complicações.

“O erro mais comum é achar que, se a pessoa consegue continuar andando, a lesão não é importante. Muitas vezes ela insiste na caminhada, termina a trilha ou continua praticando esporte, quando deveria interromper a atividade imediatamente. Isso pode agravar a lesão e aumentar o tempo de recuperação”, explica o ortopedista.

Outro comportamento inadequado é ignorar sinais como inchaço e hematomas. De acordo com o especialista, esses sintomas podem indicar lesões mais graves e não devem ser minimizados.

Também é comum recorrer à massagem logo após a torção, prática que deve ser evitada nas primeiras 24 a 48 horas. “A massagem nesse momento pode aumentar o sangramento local e o edema. Da mesma forma, a aplicação de calor, seja com bolsas térmicas ou banhos quentes, favorece o processo inflamatório e o inchaço. O indicado nas primeiras horas é utilizar compressas frias”, orienta.

O médico também alerta para quem acredita estar recuperado apenas porque a dor diminuiu no dia seguinte. “A melhora da dor não significa que os ligamentos já cicatrizaram. Voltar precocemente ao esporte ou à atividade física aumenta o risco de novas torções, instabilidade crônica do tornozelo e outras complicações.”

Entre os primeiros cuidados, o especialista recomenda: interromper imediatamente a atividade física, proteger o tornozelo lesionado, aplicar compressas frias por 15 a 20 minutos, várias vezes ao dia, manter o membro elevado sempre que possível e evitar esforços até passar por avaliação médica.

Segundo o ortopedista, a procura por atendimento não deve ser adiada quando a pessoa não consegue apoiar o pé, apresenta dor intensa, deformidade, inchaço importante, alteração da sensibilidade ou suspeita de fratura.

“O diagnóstico precoce permite identificar corretamente a gravidade da lesão e definir o tratamento mais adequado. Isso reduz o risco de sequelas e possibilita um retorno mais seguro às atividades esportivas e à rotina”, conclui Dr. Rodrigo Vetorazzi.

Fonte: MCAtrês