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Fibromialgia e menopausa: sintomas semelhantes podem dificultar a identificação do problema.

Dores pelo corpo, cansaço persistente, sono não reparador e dificuldade de concentração são sintomas frequentemente associados à fibromialgia. Mas, para mulheres que estão atravessando a menopausa, reconhecer a origem desses incômodos pode ser mais difícil. Isso porque algumas manifestações das duas condições se sobrepõem.

A fibromialgia é uma condição crônica caracterizada principalmente por dor generalizada e pode estar acompanhada de fadiga, distúrbios do sono e alterações cognitivas. Já durante a transição para a menopausa, as mudanças hormonais também podem provocar dores musculares e articulares, alterações do sono e do humor, entre outros sintomas.

“É importante não atribuir automaticamente toda dor, fadiga ou alteração do sono à menopausa. Quando esses sintomas são persistentes, generalizados ou começam a comprometer as atividades do dia a dia, é necessária uma avaliação médica para investigar a causa e definir a abordagem adequada”, explica o Dr. Leonardo Zambom, Reumatologista do Hospital Albert Sabin.

A fibromialgia não é identificada por um único exame. A avaliação considera a história clínica, as características e a duração da dor, além de outros sintomas associados. Também é fundamental investigar outras condições que possam produzir manifestações semelhantes.

Entre os sinais que merecem atenção estão dor disseminada e persistente, fadiga frequente, sono não reparador, dificuldade de concentração e memória e maior sensibilidade à dor.

No período da menopausa, essa investigação ganha ainda mais importância, porque sintomas musculoesqueléticos, alterações do sono e dificuldades cognitivas podem acabar sendo atribuídos inicialmente apenas às mudanças dessa fase da vida.

“Cada paciente precisa ser avaliada de forma individualizada. O tratamento da fibromialgia também não é único e deve considerar os sintomas predominantes, a intensidade da dor, o sono, a prática de atividade física e outros aspectos da saúde e da rotina daquela pessoa”, afirma o reumatologista.

A menopausa não deve ser apontada isoladamente como causa da fibromialgia. O importante é entender que as duas condições podem coexistir e apresentar sintomas semelhantes, o que torna a avaliação individualizada ainda mais necessária.

Por isso, dores persistentes e outros sintomas que interferem na rotina não devem ser considerados simplesmente uma consequência natural do envelhecimento ou da menopausa.

“Fibromialgia tem tratamento e acompanhamento. O objetivo é controlar os sintomas, melhorar a funcionalidade e proporcionar melhor qualidade de vida. Quanto mais adequada for a avaliação das características de cada paciente, mais individualizada poderá ser a estratégia de cuidado”, conclui Zambom.

Fonte: MCAtrês